Beja Visigótica

O período visigótico de Beja (séc. V–VIII), entre o fim do domínio romano de Pax Iulia e a conquista muçulmana de 713.

Direito e organização

  • Leis visigóticas (Liber Iudiciorum / Fuero Juzgo, 654, de Chindasvinto; Breviário de Alarico, 506) — base das autonomias municipais; vigoraram até ao séc. XIII1
  • Os concilia visigóticos dão origem aos concelhos municipais1
  • Posturas camarárias de Beja (séc. XVII–XVIII) ainda reproduziam disposições romano-góticas1

Arte visigótica

  • Estilo decorativo de raízes orientais/bizantinas; estilizações geométricas, cruz inscrita em círculo1
  • Núcleo Visigótico na Igreja de Santo Amaro (Museu Regional) — o mais importante acervo de pedras esculpidas visigóticas do país1
  • Hipótese de oficina visigótica em Pax Iulia (mármores de Trigaches e S. Brissos)1

A sepultura de guerreiro do séc. V

A Sepultura de Guerreiro de Beja (meados do séc. V) continha fivelas de cinturão em ouro com cloisonné (“moda danubiana”) e uma espada (spatha) de guarda cloisonné.2 O debate europeu habitus militaris vs habitus barbarus aponta para a mobilidade de um indivíduo de origem “bárbara” (danubiana/oriental).3

Bispado

Ver Bispado Visigótico de Beja.

Fontes

Tags

romano visigotico islamico religiao

Footnotes

  1. Estudo Etnográfico, Cultural e Linguístico da Cidade de Beja (Mariana Correia) 2 3 4 5 6

  2. As Fivelas Visigóticas de Beja (Andreia Arezes, 2017)

  3. Habitus Militaris ou Habitus Barbarus — A Sepultura de Guerreiro de Beja (Christoph Eger, 2015)