Sepultura de Guerreiro de Beja
Sepultura masculina rica de Pax Julia/Beja, do meio do século V d.C. (início do Período das Migrações) — um dos achados mais excepcionais da Beja da transição romano-visigótica e referência internacional para o estudo das elites desse período.
Espólio
- Uma espada (spatha) com guarda em cruz maciça decorada a cloisonné (granadas) e pomo de ferro, com “pingente mágico”1
- Fivelas de cinturão em ouro com decoração cloisonné, de tipo “danubiano”2
- Demais adornos de vestuário1
Interpretação
O guerreiro foi tradicionalmente tido por vândalo ou visigodo. Christoph Eger (2015) argumenta que a deposição de espada e os paralelos danubianos/orientais apontam para mobilidade pessoal de um indivíduo de origem “bárbara”, e não um oficial romano comum.1
Fontes
- Habitus Militaris ou Habitus Barbarus — A Sepultura de Guerreiro de Beja (Christoph Eger, 2015)
- As Fivelas Visigóticas de Beja (Andreia Arezes, 2017)
Tags
necropole visigotico romano arqueologia