Porta de Mértola
A mais imponente das portas romanas de Pax Iulia. Demolida em 1876.
Características
- Considerada uma das entradas principais da cidade romana1
- Patte d’oie monumental na sua frente exterior1
- Aberta entre dois baluartes gigantescos, idênticos aos da Porta de Avis e distintos dos ~36 baluartes correntes da muralha (manuscrito de 1868-9)2
- Alinhamento com o “templo” escavado por Abel Viana no Logradouro do Conservatório Regional do Baixo Alentejo1
- Vasco Mantas: eixo Porta de Mértola → Largo da Trindade como provável decumanus1
Demolição da torre norte (anos 30, séc. XX)3
Uma das duas torres defensivas da porta foi vendida em hasta pública a um particular que a demoliu parcialmente nos anos 30 (séc. XX). A torre da direita para quem sobe tinha adossada a casa do Dr. Palma Mira; nos baixos/cave funcionava uma torrefacção de café. A demolição atingiu os alicerces da metade destruída — testemunhada em fotografias. Aspecto resultante (postal dos anos 60): torre reduzida a metade. A área descoberta em frente do que resta da torre dá hoje acesso à CGD.
Via Beja-Mértola e necrópole4
Principal eixo Beja–Mértola–Mediterrâneo para fins militares, diplomáticos e comerciais desde o período romano. O primeiro convento franciscano de Beja (2.ª metade séc. XIII) foi colocado extramural junto a esta porta, sobre uma necrópole romana de incineração considerada sagrada.
Fontes
- Muralhas de Beja (transcrição de Marta Páscoa, 2023)
- A Cidade Romana de Beja (M. Conceição Lopes)
- Beja no Anno de 1845 (José Silvestre Ribeiro)
- Castelo de Beja — Série 1996 (Leonel Borrela)