Félix Caetano da Silva

Erudito e historiador bejense do século XVIII, autor das Memórias Históricas das Antiguidades de Beja (1792) e de Adduções e Aparatos para a História das Antiguidades de Beja - manuscritos fundamentais (alguns hoje perdidos), fonte recorrente para os estudos posteriores sobre a cidade.

Contributos citados

  • Descreveu estruturas romanas entre as Ruas de S. Gregório e da Guia (interpretadas por Alarcão como possível teatro)
  • Notou um grande edifício/cidadela junto à Porta de Avis
  • Plantas das fortificações de Beja (1765)
  • O seu manuscrito sobre a Igreja de S. Tiago é citado por P. José Inácio de Mira no Relatorio setecentista
  • Datou o início da igreja do Convento do Carmo (Março de 1761)
  • O seu manuscrito “Adiçoins e Aparatos para a Historia das Antiguidades de Beja” (fins do séc. XVIII) inclui uma lista de 42 moedas romanas achadas em Beja e nos seus arredores, entregues ao bispo D. Fr. Manuel do Cenáculo Vilas Boas; publicada por Vergílio Correia em 1912.1
  • Em 3 de Novembro de 1782, apresentou a Francisco Pérez Bayer a sua história manuscrita de Beja e guiou-o na observação das inscrições romanas, das cabeças de touro, das portas da cidade e da colecção epigráfica do Paço Episcopal. O viajante elogiou a sua defesa da identificação de Beja com Pax Iulia e da ligação de Apríngio de Beja à antiga diocese pacense.2

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Religião

Notas

  1. Moedas Romanas Encontradas em Beja no Século XVIII (Vergílio Correia, 1912) 2

  2. Visita de Pérez Bayer a Beja (Leite de Vasconcelos, 1920) 2