Inscrição de Antónia Belice (CIL II, 104)
Estela funerária romana, em mármore, pertencente ao Museu Arqueológico de Beja. Publicada por Hübner no Corpus Inscriptionum Latinarum, II, 104.
Texto reconstituído
D M S / A BELICE / AN XXXVII / CONIACTIA / M A MA / POSVIT / MATER / H S E S T T L
Consagração aos deuses Manes. Antónia Belice, de 37 anos, escrava de Marco António Máximo, está aqui sepultada. Seja-te a terra leve. Sua mãe erigiu este monumento.
História da pedra
A lápide foi reutilizada como assentamento do fuso de uma prensa de lagar, por iniciativa do padre Paula Botelho — reitor da Igreja do Salvador e governador do bispado no início do século XIX. Em 1895, Fernando Augusto Correia ofereceu o fragmento ao museu municipal.1
O texto foi parcialmente recuperado através do Álbum de D. Fr. Manuel do Cenáculo Vilas Boas, conservado na Biblioteca de Évora. Leite de Vasconcelos examinou a pedra em Dezembro de 1895 e corrigiu a leitura da linha 4 (CONIACTIA, com I; Hübner lera CONLACTIA) e confirmou o monograma da linha 5 (M + A + X).1
Também conservada numa cópia manuscrita existente na Biblioteca Municipal de Beja, transcrita em 1843 pelo antiquário Gama Xaro a partir das Memórias Históricas das Antiguidades de Beja de Félix Caetano da Silva.1