Porta de Évora
Porta romana de Pax Iulia, de cronologia comprovada. Uma das entradas principais da cidade romana; eixo principal com a Porta de Mértola.
Características
- Arco romano parcialmente preservado1
- Águias romanas (ornamentos da porta) — transferidas para o Museu Rainha D. Leonor1
- Necrópole Flávio-Tibéria a Este da porta (fora dos muros)1
- Já no séc. XIX estava tapada de alvenaria, dando para um quintal de casas particulares (o arco via-se do castelo); ter-se-á fechado no tempo de D. Dinis, ao construir-se o castelo e a Torre de Homenagem (manuscrito de 1868-9)2
Urbanismo romano
Na proposta de Vasco Mantas, o eixo Porta de Évora → Jardim Público corresponde ao decumanus maximus. Na proposta de Jorge de Alarcão, é o cardo.1
Detalhes (Borrela)
Monumento único em Portugal por subsistir in situ; opus quadratum, vão de 3,65 m, no extremo NO do cardo.3 Documentada em fotografias de 1938 e 1947, antes/depois das obras de reintegração da DGEMN (a torre da direita, ameada, foi muito transformada).3 Ver Duas Perspectivas das Portas Romanas de Évora (Leonel Borrela).
Duas Portas de Évora4
Borrela (1996): as Portas de Évora eram duas. (1) Romanas — ainda in situ, usadas até à dinastia de Avis, depois bloqueadas pelo casario. (2) Novas — construídas possivelmente contemporâneas do Hospital Velho adjacente; brasão de D. Manuel I colocado no corte da muralha. O Beco da Piedade (antes rua com passadiço até à Rua de Afonso Lopes Vieira) indica a orientação axial das novas portas.
Fontes
- Muralhas de Beja (transcrição de Marta Páscoa, 2023)
- A Cidade Romana de Beja (M. Conceição Lopes)
- Beja no Anno de 1845 (José Silvestre Ribeiro)
- Duas Perspectivas das Portas Romanas de Évora (Leonel Borrela)
- Castelo de Beja — Série 1996 (Leonel Borrela)