Igreja do Salvador
Igreja paroquial de Beja, lado nascente, intra muros, perto das Portas de Moura. Primeira menção documental em 1300 (prior: Abril Pais, Arquivo do Cabido de Évora).1 Funcionou como Sé episcopal provisória a partir de 1922, com a transição definitiva para Igreja de S. Tiago em 1932.1
Arquitectura (séc. XVII)
Construída na primeira metade do séc. XVII.1 Nave única abobadada + transepto + capela-mor.
- Torre sineira: escadaria de pião helicoidal (única em Beja); parapeito saliente a meia altura com caixotões marmóreos1
- Janela maneirista no transepto (lado da epístola)1
- Arco-botantes e contrafortes na espessura da parede lateral — sistema estrutural misto1
Interior
- Azulejaria portuguesa (séc. XVII) e pintura a óleo nas capelas laterais1
- Altar do Evangelho (maneirista): 8 pinturas a óleo sobre madeira, dedicado a S. Pedro; trompe l’œil1
- Altar da Epístola (barroco): Tetramorfo — símbolos dos 4 evangelistas + colunas salomónicas + sigla IHS; encomendado pela Companhia de Jesus (Colégio de Beja, séc. XVI)1
- Coro alto: Ressurreição de Cristo (óleo sobre tela, séc. XVIII) — originalmente no coro da Conceição (foto de 1890)1
- Corpo incorrupto de Madre Mariana da Purificação (religiosa do convento demolido)2
Referências históricas
A relíquia de S. Sisenando (braço, trazida de Córdoba em 1601) foi colocada nesta igreja.2
Miguel Jacome Esquível, prior do Salvador: primeiro doutor teólogo de Évora; organizou a defesa de Beja na Restauração; lançou a pedra da Igreja de S. Sisenando.1
Fontes
- A Igreja do Salvador (Leonel Borrela, 1995) — estudo arquitectónico e artístico
- Beja no Anno de 1845 (José Silvestre Ribeiro)
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