Bispado de Beja
Diocese (re)criada em 1770 por D. José I, desmembrada do Arcebispado de Évora. Abrangia todo o Distrito de Beja + Santiago do Cacém, Sines e Aguiar.
Restauração, não criação. Beja fora sede de bispado desde o séc. IV (Bispado Visigótico de Beja; 1.º bispo Apríngio de Beja), mas após a reconquista de 1166 a diocese não foi restaurada — e em 1255 Badajoz apropriou-se do título “Pacense”.1 Quando o bispado foi finalmente recriado em 1770, foi no âmbito de uma reforma administrativa e não pelos argumentos históricos.1
Bispos (1770–1845)
- D. Fr. Manuel do Cenáculo Vilas Boas — sagrado 28 Out 1770 (1.° Bispo)2
- D. Fr. Francisco Leitão de Carvalho2
- D. Fr. Francisco do Rosário2
- D. Luís da Cunha d’Abreu e Melo — †8 Ago 1833 (durante a Cólera)2
- D. Manuel Pires d’Azevedo Loureiro — entrada em Beja 16 Mar 18442
A diocese no final do séc. XIX
- Vacância de 20 anos (1863-1883); o cónego António José Boavida evitou a supressão da diocese na reorganização de 18813
- D. António Xavier de Sousa Monteiro (bispo 1883-1906) renovou a diocese e fundou o Seminário de Beja (inaugurado em 1885)3
Sede
- Edifício dos Jesuítas (expulsos 1759) → Colégio dos Jesuítas e Paço Episcopal (Paço Episcopal)2
- Igreja dos Jesuítas → Sé Catedral (em construção em 1845, provisoriamente substituída pela Igreja do Salvador)2
Fontes
- Beja no Anno de 1845 (José Silvestre Ribeiro)
- A Diocese de Beja no Final do Século XIX (Jacinto Salvador Guerreiro) — a diocese oitocentista
- A História como Base para a Reivindicação Política — o Caso de Beja (Marta Páscoa, 2023) — a longa luta pela restauração