Memórias Paroquiais da Cidade de Beja, 1758 (transcrição de Marta Páscoa)

Transcrição paleográfica por Marta Páscoa das Memórias Paroquiais de Beja (1758) — as respostas das quatro paróquias da cidade ao inquérito nacional lançado após o terramoto de 1755. Fonte primária maior para a Beja de Setecentos. Ver Inquéritos Paroquiais do Séc. XVIII.

📜 As quatro paróquias (S. João Baptista, S. Salvador, Santa Maria da Feira, Santiago Maior) descrevem-se a si próprias em 1758 — geografia, igrejas, aldeias do termo, devoções.


Imagem que Beja faz de si (1758)

  • Fundação atribuída aos “galos celtas”, séculos antes de Cristo; famosa no tempo dos romanos como um dos conventos jurídicos (chancelarias) da Lusitânia, conhecida como Pax Júlia “porque nela celebrou Júlio César as pazes” (a etimologia cesariana tradicional — ver Pax Iulia — Roma em Beja)
  • Sufragânea do Arcebispado de Évora; donatário: o Infante D. Pedro (Casa do Infantado — ver Ducado de Beja)
  • Situada numa eminência circular no meio da campina, a 25 léguas de Lisboa e 11 de Évora

As quatro paróquias

  • Santa Maria da Feira — a matriz de todas (orago N.ª Sra. da Assunção + S. Bento); ~400 fogos / 1400 pessoas
  • S. Salvador — prior António Guerreiro de Aboim; também se intitula “matriz”
  • S. João Baptista — prior P. António Pires Serrano (sobrinho/sucessor de Nolasco Serrano); colegiada com 5 igrejas filiais (Quintos, Salvada, Trindade, Santa Clara do Louredo, Albernoa)
  • Santiago Maior — ~416 vizinhos / 1489 pessoas

O termo da cidade

Dilatado (12 léguas de circuito); compreendia 12 aldeias: Cuba, Pedrógão, Baleizão, Selmes, Alfundão, Ervidel, Peroguarda, Salvada, Santa Vitória, Quintos, S. Matias e Trindade.


Entidades mencionadas

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Como citar

Referência (APA): Páscoa, Marta (transcr.) (c. 2018). Memórias Paroquiais da Cidade de Beja, 1758 [transcrição paleográfica; ANTT, Vol. 6, n.º 74].

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