Programa Polis de Beja
Programa de requalificação urbana do Centro Histórico de Beja, executado entre 2000 e 2004 (também referido como BejaPolis).
Intervenções
- Requalificação de largos e praças: Praça da República (Beja), Largo de Santo Amaro, Largo de S. João / Travessa do Cêpo, Praça Diogo Fernandes, Largo da ermida de Santo André
- Criação do Parque da Cidade de Beja e do Jardim da Muralha
- Construção do parque subterrâneo da Avenida Miguel Fernandes (que revelou os 137 silos medievais)
- Rede de percursos centro histórico ↔ parque; reestruturação viária (Ruas António Sardinha e de Lisboa)
Avaliação crítica
- Positivos: Largo de Santo Amaro (mercado das hortaliças), Parque da Cidade, percursos cicláveis
- Negativos: Avenida Miguel Fernandes (destruição do jardim/corredor verde), Praça da República (“sensação de estranheza”)
- M. Conceição Lopes criticou as intervenções arqueológicas do Polis por não terem objectivo científico, apesar de terem revelado vestígios importantes (ex.: mosaico romano na Praça da República)1
- Leonel Borrela criticou duramente a pavimentação da Praça da República (perda da calçada, pelourinho minimalista) e o Largo de S. João transformado num “campo de minas” — ver O Pelourinho de Beja (Leonel Borrela) e O Largo de S. João e Programa Polis (Leonel Borrela)1
Fontes
- Os Espaços Abertos no Sistema Urbano de Beja (Ana Velhinho)
- Beja Medieval — Os Silos da Avenida Miguel Fernandes (Martins, Neves, Aldeias)
- A Civitas de Pax Iulia (M. Conceição Lopes, 2007)
- Estudo Etnográfico, Cultural e Linguístico da Cidade de Beja (Mariana Correia)