O Pelourinho de Beja (Leonel Borrela)

Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 2006) — crítica à intervenção do Programa Polis sobre o Pelourinho de Beja e a Praça da República (antiga de D. Manuel).

A crítica ao Polis

  • Na requalificação da praça, desapareceu a calçada portuguesa artisticamente trabalhada com os símbolos da cidade, tudo nivelado a lajedo de mármore — escorregadio (Borrela testemunhou acidentes);
  • O pelourinho, símbolo do poder autárquico, foi reconstituído com excessivo minimalismo (“uma coluna metida pelo chão adentro”), deslocado para a alegada posição original;
  • Contrasta a praça com o “campo de minas” de arestas pontiagudas do Largo de S. João (intervenção de outra equipa) — falta de articulação entre projectos.
  • Apesar da ironia, Borrela respeita os autores (alguns ligados ao Plano de Salvaguarda do Núcleo Histórico de Beja, 1981) e espera que corrijam os desacertos.

Sobre os pelourinhos

Nota que a maioria dos pelourinhos portugueses tem soco escalonado (2 a 5 degraus) de formato circular, quadrangular, hexagonal ou octogonal — contexto para criticar a solução bejense. Recorda que, em Beja, “basta o touro” como símbolo viril da região, dispensando a evocação megalítica.

Entidades mencionadas

Leonel Borrela · Pelourinho de Beja · Programa Polis de Beja · Praça da República (Beja) · Cabeças de Touro de Beja

Documentos relacionados

  • Iconografia Pacense — Índice das Edições (Leonel Borrela)

Como citar

Referência (APA): Borrela, Leonel (2006). O Pelourinho de Beja. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).

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iconografia-pacense patrimonio urbanismo beja