Pelourinho de Beja

Pelourinho na Praça da República (Beja). O actual exemplar é uma “memória de pelourinho” erguida em 1938, réplica do primitivo manuelino sem elementos originais — o pelourinho histórico foi apeado no séc. XIX e os seus elementos (capitel, remate, parte do fuste) recolhidos no Museu da Cidade.1 Propriedade pública municipal; sem classificação patrimonial.

Cronologia

  • c. 1512 — primitivo pelourinho manuelino, possivelmente mandado construir quando D. Manuel eleva Beja a cidade; existe desenho no Museu da Cidade1
  • Séc. XIX — apeamento; capitel e remate recolhidos no Museu da Cidade; em 1845 conservava ainda a esfera armilar — empresa heráldica de D. Manuel I2
  • 1938 — reconstrução da “Memória do Pelourinho” com base em elementos iconográficos, no centro da praça1
  • 2001 — parcialmente destruído ao ser acidentalmente derrubado durante os preparativos do “Dia Europeu sem Carros”1

Descrição

Fuste helicoidal com rosetas e anel de cordão a meia altura, capitel quadrilobado, remate cónico torso. Grimpa de ferro com esfera armilar, flâmula e cruz da Ordem de Cristo — elementos da heráldica manuelina.1

Intervenção do Polis (crítica)

Na requalificação da praça pelo Programa Polis, o pelourinho foi tratado com excessivo minimalismo (“uma coluna metida pelo chão adentro”), deslocado para a alegada posição original, e a calçada portuguesa com os símbolos da cidade foi substituída por lajedo de mármore.3

O fuste original

O fuste helicoidal histórico — em calcário, com toros lisos alternando com faixas de rosetas e anel de cordão a meia altura — sobreviveu ao apeamento e encontra-se actualmente no Largo do Lidador, no interior do Castelo de Beja, apoiado numa estrutura metálica que o mantém na vertical.4 Em redor existem outros fragmentos pétreos de diversas estruturas.

Fontes

Tags

monumento idade-moderna beja

Footnotes

  1. Pelourinho de Beja (Isabel Mendonça e Lina Oliveira, 1993-2006) 2 3 4 5

  2. Beja no Anno de 1845 (José Silvestre Ribeiro)

  3. O Pelourinho de Beja (Leonel Borrela)

  4. Pelourinho de Beja (Paula Noé, 2017)