Beja Muçulmana
O período islâmico de Beja (Bāja, séc. VIII–XIII), entre a conquista de 713 e a Reconquista cristã definitiva nos anos 1230.
Conquista e administração
- Conquistada para o Islão por Abdelaziz (Abd Al-Aziz), filho de Musa Ibn Nusayr, em 7131
- Beja = cidade das azeitonas (az-zaytun), por oposição à Beja tunisina (do trigo)1
- Capital da Kura de Beja (distrito administrativo, governado por walis); Mértola como seu porto1
- Povoamento: árabes e sobretudo berberes (séc. VIII–IX), antigas famílias cristãs convertidas e moçárabes1
Eventos
- Rebeliões graves (ex.: 763, rebeldes egípcios do Jund; chefes decapitados e expostos no Cairo)1
- Derrota de uma frota normanda ao largo da costa alentejana (844–845, sob Abderramão II)1
- O cronista as-Razi (séc. IX/X) descreve Beja como cidade de “muitas e boas ruas e mui anchas”1
Declínio e Reconquista
- Declínio a partir de meados do séc. X; Mértola ganha primazia1
- Aftácidas de Badajoz (1029); Ibn Qasi reconquista Beja2
- Investidas de Geraldo Sem Pavor (1162–1178); conquista definitiva 1232–12381
Vestígios arqueológicos
- Rua do Sembrano — cerâmica islâmica (corda seca, melados, talhas estampilhadas)2
- Necrópole Islâmica de Beja (Escola Diogo de Gouveia, Ruas Gomes Palma e de Mértola)2
Herança
- A Mouraria de Beja (bairro mouro, mantido após a Reconquista por D. Afonso III)1
- Substrato árabe no léxico do falar de Beja e na toponímia (Rua Ancha, Aljustrel)1
Fontes
- Estudo Etnográfico, Cultural e Linguístico da Cidade de Beja (Mariana Correia) — fontes escritas e herança árabe
- Materiais Islâmicos do Sítio da Rua do Sembrano (Helena Casmarrinha) — abordagem arqueológica; síntese de Santiago Macias (2006)
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romano islamico medieval arqueologia