Tiberino
Presbítero moçárabe ligado a Beja, falecido aos 84 anos em 13 de Setembro de 855, segundo a restituição do seu desaparecido epitáfio. A inscrição designava-o servus Dei.1
Esteve encarcerado em Córdova durante cerca de vinte anos por ser cristão. Santo Eulógio de Córdova recordou que foi transferido de uma masmorra subterrânea para uma prisão pública já em idade avançada. O Diácono Paulo, seu companheiro de cativeiro, intercedeu por ele e evitou a sua morte.1
Jorge Feio propõe reconhecê-lo como confessor da fé, isto é, um cristão venerado pelo sofrimento suportado sem ter sido martirizado. O possível regresso a Beja e a sepultura numa basílica sob a actual Igreja de Santa Maria da Feira permanecem hipóteses.1
Tiberino foi contemporâneo de S. Sisenando e de Santo Elias. A sua memória conservou-se na erudição bejense desde André de Resende até Fr. Francisco de Oliveira e Abel Viana.1