Câmara Municipal de Beja (Antigo Regime)

O órgão de governo do concelho de Beja no Antigo Regime, principal instituição do poder local.

Património e rendas em 1509

O tombo mandado elaborar por D. Manuel I regista os bens e rendas concelhios, desde os próprios Paços do Concelho até casas, chãos, azinhagas, hortas, poços e chafarizes. A Câmara aforava antigas serventias ocupadas por particulares, fixava rendas e exigia inscrições nos portais para preservar a memória da propriedade municipal.1

Em 1541, recuperou um chão junto do Poço dos Banhos, aforado dois anos antes, por ser necessário para construir uma estrebaria do concelho.1

Estrutura (séc. XVII)

  • Vereadores (governança da cidade)2
  • Procurador do concelho, tesoureiro, escrivão da Câmara, aposentador2
  • Almotacés (fiscais do mercado e dos preços) - ofício de “menor condição”2
  • Presidida por um juiz de fora (magistrado régio), substituído pelo vereador mais velho nas ausências (135 vezes em 1621-1640)2
  • Oficiais régios da administração periférica: corregedor e provedor da comarca2

Funções e tensões

  • Regulava a vida comunitária com poder legislativo próprio (irrevogável pelas justiças régias em matérias locais)2
  • Defendia o cereal local face às requisições da coroa (fiscalização do Terreiro do Trigo)2
  • Palco de conflito entre poder local e central nas Alterações de Beja de 1637 e na Aclamação de D. João IV em Beja (1640)2

Fonte documental: Livros de Vereações (Arquivo Histórico Municipal de Beja).

Fontes

Tags

Acontecimento Poder e administração Idade moderna

Notas

  1. Tombo dos Bens do Concelho de Beja (João Pedro Vieira, 2018) 2 3

  2. Elites Urbanas e Poder Local em Beja no Reinado de Filipe III (Joaquim Mósca) 2 3 4 5 6 7 8 9