Escravatura em Beja (séc. XVI-XVII)

A presença escrava em Beja e no seu termo nos dois primeiros séculos da época moderna — uma das dimensões sociais menos visíveis da cidade. No Baixo Alentejo, os escravos constituíam ~6% da população no séc. XVI (sobretudo africanos), decrescendo ao longo do séc. XVII.

Aspectos

  • Controlo camarário: em 1605, a câmara de Beja proibiu os “negros e mulatos cativos e não cativos” de se ajuntarem e fazerem bailas na praça; restrições à compra de palha e à venda nas estradas1
  • Trabalho: integrados em quase todas as actividades (agrícola, doméstica, oficinal), sem alterar a estrutura económica1
  • Alforria: documentam-se várias libertações nos cartórios de Beja — por estratégia familiar (pais, cônjuges que pagavam ~35.000 rs), por pecúlio juntado em esmolas nas festas religiosas, ou por reconhecimento de paternidade (um prior libertou a escrava que era sua filha)1

Fontes

Tags

idade-moderna escravatura poder-local

Footnotes

  1. Senhores e Escravos no Alentejo, Séc. XVI-XVII (Jorge Fonseca) — conteúdo de Beja 2 3 4