Elites e Poder Local em Beja

A estrutura oligárquica do poder local de Beja no Antigo Regime, assente em três instituições nobilitantes e nas famílias que as monopolizavam.

Elites e contestação em 1593

Nas Alterações de Beja de 1593, os pasquins dirigiram o seu apelo aos povos, mas a mobilização não recebeu a direcção da alta nobreza. Fernando Bouza Álvarez interpreta esta ausência como uma das razões do fracasso e como sinal da aliança entre a Coroa filipina e as elites territoriais portuguesas. A conclusão é uma interpretação política do autor, não prova de unanimidade entre os grupos privilegiados.1

As três instituições

Características (séc. XVII, Mósca 2011)

  • Oligarquização e “enquistamento classista”; reprodução endogâmica2
  • Rotatividade horizontal entre as três instituições (sem cursus honorum ascendente)2
  • Separação entre “homens de maior condição” e “de menor condição” (a nobreza recusou o ofício de almotacé após 1625)2
  • Famílias dominantes: Brito Godins, Brito Pegas / Pegas de Beja, Estaço de Negreiros, Costa Alcoforado, Seixas Freire, Sousa de Castelo Branco2
  • Beja tinha assento no terceiro banco das Cortes2

Fontes

Tags

Cultura Poder e administração Idade moderna

Notas

  1. Alterações de Beja de 1593 e Revolta dos Ingleses de 1596 (Fernando Bouza Álvarez) 2

  2. Elites Urbanas e Poder Local em Beja no Reinado de Filipe III (Joaquim Mósca) 2 3 4 5 6 7 8 9