Apríngio de Beja
Primeiro bispo conhecido de Beja (pacense), inaugurou a sede do Bispado de Pax Iulia em 531. Notável exegeta, autor de um Comentário ao Apocalipse.1
Testemunho de Isidoro de Sevilha
Isidoro de Sevilha (vir. ill. 17): «bispo da Igreja Pacense das Hispânias, eloquente no uso da língua e erudito no saber, interpretou o Apocalipse do Apóstolo João com subtileza e estilo brilhante, quase melhor do que parece terem-no feito os antigos comentadores eclesiásticos. Escreveu ainda outras obras que, todavia, chegaram a nossos olhos apenas em mínima parte. Brilhou no tempo de Teudis príncipe dos Godos.»2
Origens e formação
Lopes & Simi (2024) sugerem: Apríngio chegou à Hispânia no momento da ascensão mediterrânica do Império Bizantino; a referência de Santo Agostinho sugere origem na nobilitas, possivelmente bizantina; formação provável em estrutura monástica (já difundida no séc. VI).2
Contexto litúrgico
O baptistério escavado no espaço do fórum (frente ao templo de Tibério; 7m de diâmetro, estrutura circular em silharia) é lido pelos arqueólogos como a estrutura material que correspondeu à inauguração do bispado em 531.2
Testemunho da antiguidade da sé de Beja — argumento central na posterior reivindicação da restauração do bispado.1
Fontes
- A História como Base para a Reivindicação Política — o Caso de Beja (Marta Páscoa, 2023)
- Infraestruturas Hidráulicas no Forum de Pax Iulia (M. Conceição Lopes e Francesco K.B. Simi, 2024)
- Bispado Visigótico de Beja