Cavalgada da Manhã do Baptista
Tradição bejense: o Senado da Câmara saía a cavalo na manhã de São João Baptista (24 de Junho) para visitar os principais equipamentos de água da cidade. As freiras do Convento de Santa Clara recebiam-nos com doces e iguarias.
P. Mira interpretou-a como “vistoria” à qualidade das águas. A autora Marta Páscoa sugere ligação a rituais do Solstício de Verão “cristianizados” em São João Baptista. P. Mira alvitra “tradição mourisca”.
Percurso
Percurso (versão de 1734)
Segundo o P. Pedro Pires Nolasco Serrano, a cavalgada ia à Fonte do Tanque (estrada de Serpa), onde se montava um docel com a imagem do santo; distribuía-se “confeitado”, corriam-se justas e escaramuças, e regressava-se com canas verdes pelo Convento de Santa Clara. Fr. Francisco de Oliveira presenciou-a pela última vez em 1739.
Cronologia
- Ponto alto: 1.ª metade do séc. XVI
- 13 Jul 1672 — provisão de D. Pedro obrigando os nobres a acompanhar a real bandeira (tradição já em decadência no tempo de Nolasco)1
- 1739 — última presença testemunhada por Fr. Francisco de Oliveira1
- 1835 — última cavalgada, sem aparato1
Fontes
- A História da Água de Beja (Marta Páscoa)
- Relatorio das Couzas Notáveis desta Cidade de Beja (Marta Páscoa)
- P. José Inácio de Mira, manuscritos ADB