Chafariz de Santa Clara
Junto ao Convento de Santa Clara (a cerca é hoje o cemitério municipal), no fim da Rua de Lisboa (estrada para Alfundão). Já tombado no tempo de D. Manuel I (início séc. XVI).
Descrição (Tombo 1643)
“Todo de pedraria”; parede com ameias, armas reais e cabeça de touro. 18 varas de comprimento, duas varas menos um palmo de largo. Água de arca d’água subterrânea. A água vinha de nascente do lado oposto da estrada.
Cronologia
- Séc. XVI — já tombado; Túlio Espanca: edificado nos princípios do séc. XVI; mediria 15 m1
- 1639 — obra dada a Manuel Lourenço, pedreiro1
- 1878 — obras municipais reduziram o tanque em altura; colocado obelisco de calcário de Trigaches1
Nota SIPA
O SIPA (IPA.00009716, José Falcão e Ricardo Pereira, 1997) classifica o chafariz como manuelino e situa-o entre “os elementos mais populares do Manuelino de feição regional”. A ficha descreve o murete rematado por merlões, a bica ao centro, e uma lápide em caracteres tardo-góticos encimada pelas armas reais (removidas posteriormente para o Museu Rainha D. Leonor por deterioração). No ângulo esquerdo: pequeno obelisco de cantaria. Inscrição preservada: CM / 20 / 7 / 1878.2
Ligação à Cavalgada
Destino da Cavalgada da Manhã do Baptista após o Tanque dos Cavalos.
Fontes
- A História da Água de Beja (Marta Páscoa)
- Chafariz de Santa Clara (José Falcão e Ricardo Pereira, 1997)