Manuela Alves Dias
Investigadora portuguesa. Estudou os cultos praticados em Pax Iulia com base nas epígrafes, concluindo que Beja romana tinha o perfil sociocultural de uma cidade comercialmente activa (1981).
Em 1982 publicou no Ficheiro Epigráfico a estela funerária de Beja, datada de meados do século III ou pouco depois. O estudo documenta Ruga, um escravo de dez anos de Quintus Iulius Gallus, e a provável mãe, Amoena.1
No fascículo seguinte, em 1983, publicou o epitáfio de um olisiponense conservado em Nossa Senhora das Neves e o cipo funerário encontrado em Mombeja.23
Ainda em 1983, no fascículo n.º 6, publicou a peça funerária encontrada na Herdade do Lamarim, em Baleizão. Apresentou duas leituras alternativas para a pessoa falecida e datou a inscrição do século III.4
Em 2013, com Catarina Gaspar, publicou a cupa funerária encontrada reutilizada na Rua Dom Manuel I n.º 23, em Beja. O estudo restituiu o nome de uma criança de seis anos e datou a peça dos séculos II-III.5
Em 2020 publicou, com Catarina Gaspar, Ricardo de Balbín-Bueno e Helena Gimeno, a revisão da cupa FE 747. O estudo recuperou a proveniência em Baleizão e propôs uma leitura cautelosa da inscrição muito danificada.6
Fontes
- A Cidade Romana de Beja (M. Conceição Lopes) - trabalho citado na secção sobre sociedade7
- Estela Funerária de Ruga (Manuela Alves Dias, 1982) - publicação e leitura da inscrição funerária1
- Epitáfio de Marco Júlio Avito (Manuela Alves Dias, 1983)2
- Cipo Funerário de Mombeja (Manuela Alves Dias, 1983)3
- Cipo Funerário do Lamarim (Manuela Alves Dias, 1983)4
- Cupa de Eutiches, Beja (Dias e Gaspar, 2013)5
- Cupa de Baleizão (Dias et al., 2020)6