Sociedade Pacensis

A sociedade da civitas de Pax Iulia, conhecida principalmente através das 137 inscrições epigráficas do Conventus Pacensis (IRCP, José D’Encarnação, 1984).

Composição social

Grupo% (séc. I)Evolução
Cidadãos~49,9%Estáveis; inscrições honoríficas
Libertos~30% do conventusCrescem no séc. II; actividades comerciais
Escravos~35,6% do conventusDiminuem no séc. III
Indígenas18,9% (só campo)Desaparecem no séc. II

Dinâmica sócio-espacial

  • Séc. I: população urbana e rural ainda distinguíveis1
  • A partir do séc. II: “simbiose perfeita” — distinção apaga-se1
  • Séc. III: diminuição geral das inscrições1

Cultos

Atégina · Salus · Isis · Mitra · Cíbele (culto esotérico nos arredores, IRCP 289) · Apolo

Perfil económico

Manuela Alves Dias (1981): Pax Iulia tinha perfil sociocultural de cidade comercialmente activa, deduzido dos cultos praticados.

Mobilidade populacional

Estudo sistemático por Ortiz Córdoba (2020) com base em 19 inscrições (21 personagens):2

Imigração — modesta: colonos itálicos fundacionais (C. Cosconius de Baleizão, L. Cornelius Mitulus de Puteoli, Q. Peticius Rufus, família Cornelius Rufinus/Iulia Rufina) + apenas três imigrantes posteriores (M. Iulius Avitus de Olisipo, Iulia Quintilla de Ebora, C. Blossius Saturninus de África Proconsular — este último passou de incola de Balsa a cidadão de Pax Iulia adoptando a tribu Galeria).

Emigração — mais expressiva: Augusta Emerita (Claudia Maria, Cretonia Maxima, Q. Baebius Florus); Mirobriga (C. Attius Ianuarius, medicus Pacensis); Roma (M. Iulius N(a)evianus, guarda pretoriana, coh. V praetoria). Mobilidade transitória: L. Márcio Piervs como sevir augustal em Pax Iulia e Ebora.

Fontes

Tags

romano

Footnotes

  1. A Cidade Romana de Beja (M. Conceição Lopes) 2 3 4

  2. Colonização e Emigração em Pax Iulia (Ortiz Córdoba, 2020) 2