Capitéis Romanos de Beja
Conjunto notável de capitéis e elementos arquitectónicos romanos de Pax Ivlia, em mármore de Trigaches/S. Brissos, hoje dispersos pelo Museu Regional, praça de armas do castelo e reaproveitados em edifícios da cidade. Catalogados por Antonieta Ribeiro (Capitéis Romanos de Beja, CMB, 1999).
Tipos
- Capitéis compósitos/coríntios — Borrela faz de Beja a “capital” deste estilo em Portugal1
- Capitéis coríntios de folhas lisas (não naturalistas), ~90-105 cm1
- Cabeças de touro — elementos decorativos do friso/entablamento1
Peça-chave: o capitel d’Os Infantes
Capitel compósito de dois blocos descoberto no restaurante “Os Infantes” (Rua dos Infantes) em 1981/82. Mede 1 m de altura × 1,7 m de largura × 1,6 m de profundidade — “um dos maiores capitéis do Império Romano”.1 Leonel Borrela corrigiu a imprensa em Janeiro de 1983: o grande capitel é compósito e não coríntio.1
Datação e interpretação
- A maioria dos investigadores data-os de fins do séc. I / inícios do II2
- Leonel Borrela atribui-os ao período Flávio e propõe pertencimento a um único grande edifício — provável arco triunfal ou Cúria / Capitólio3
- Distinção (2012): estes elementos não pertencem ao templo do fórum redescoberto por Conceição Lopes3
Fontes
- Os Capitéis Romanos da Rua dos Infantes (Leonel Borrela) — a carta de 1983, génese da tese
- O Último Grande Edifício Romano de Beja (Leonel Borrela)
- O Grande Capitel Adossado Compósito de Pax Ivlia (Leonel Borrela) — dimensões, Cúria/Capitólio, distinção do templo (2012)
- Tito Flávio Vespasiano (Leonel Borrela)