O Domínio Romano em Portugal (Jorge de Alarcão, 1988) — conteúdo de Beja

Volume de síntese de Jorge de Alarcão sobre o Portugal romano (companheiro do inventário inglês Roman Portugal). Obra de referência muito citada nesta base; esta nota extrai só o que diz sobre Beja / Pax Iulia.

🏛️ Importante para o debate sobre a fundação: em 1988 Alarcão considerava Pax Iulia uma fundação romana nova, posição depois contrariada pela arqueologia.


Pax Iulia como capital de conventus

  • Pax Iulia era colónia e sede do conventus iuridicus pacensis (que abrangia, grosso modo, o Sul de Portugal); a outra sede lusitana a sul era Scallabis (Santarém)
  • Uma das 8 civitates do Alentejo identificadas por Alarcão: Ammaia, Ebora Liberalitas Iulia, Pax Iulia, Salacia, Mirobriga, Arucci, Aritium Vetus e Myrtilis
  • Fraqueza administrativa: a ausência de epigrafia de serviços administrativos sugere que Mérida (Emerita) centralizou a administração em desfavor de Pax Iulia e Scallabis — em Beja nunca terá existido uma administração regional importante. O couto mineiro de Vipasca (Aljustrel) tinha procurator próprio, mas subordinado directamente a Mérida, não a Pax Iulia

A hipótese da fundação nova (1988)

  • “Em Pax Julia não se encontraram, até agora, quaisquer vestígios arqueológicos pré-romanos; e o nome, inteiramente latino, faz suspeitar de uma fundação [nova]”
  • Ptolomeu lista Pax Iulia entre as cidades túrdulas do Sul (com Balsa, Ossonoba, Myrtilis, Salacia, Caetobriga)
  • ⚠️ Esta posição foi depois revista: as escavações da Rua do Sembrano (ver A Rua do Sembrano e a Ocupação Pré-Romana de Beja (Carolina Grilo, 2007)) revelaram um oppidum pré-romano sob a cidade — e a questão de Conistorgis mantém-se em aberto

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Como citar

Referência (APA): Alarcão, Jorge de (1988). O Domínio Romano em Portugal. Publicações Europa-América.

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