Metalurgia Orientalizante no Sul de Portugal
Transformação das ligas e dos processos de fabrico de metais observada no sul da Península Ibérica durante a I Idade do Ferro, em contextos ligados às redes mediterrânicas orientalizantes.1
Palhais
Os bronzes dos conjuntos de toucador, da fíbula e do fecho de cinturão da Necrópole de Palhais apresentam um teor médio de estanho de 4,4 ± 2,4%, aproximadamente metade do valor observado em conjuntos indígenas do Bronze Final e do início da Idade do Ferro no sul de Portugal.1
O baixo teor de estanho poderá resultar da refundição de sucata ou de uma liga deliberadamente pobre por razões económicas, tecnológicas ou cromáticas. A martelagem e o recozimento demonstram, contudo, um fabrico cuidado. A composição regional e os modelos formais mediterrânicos permitem admitir que alguns objectos fossem cópias locais de protótipos estrangeiros.1
O estudo de Palhais identifica estes artefactos como o primeiro testemunho analisado desta metalurgia orientalizante no interior do sul de Portugal. A generalização desta interpretação depende de novos contextos bem datados e de análises de resíduos de produção.1