Inscrição Árabe do Museu de Beja (561 H.)
Estela funerária muçulmana em mármore, escrita em cúfico, conservada no Museu Distrital de Beja. Bordos danificados; pequena quebra no ângulo superior direito.
Texto e tradução
Em nome de Deus clemente, misericordioso; e Deus abençoe Maomé. Esta sepultura é de Maomé, filho de… filho de Hude. Deus tenha compaixão d’ele. Morreu numa segunda-feira do [mês de] Rabí Primeiro, do ano um e sessenta e quinhentos [561 H.].
O ano 561 da Hégira corresponde a Janeiro de 1166 d.C. — ou seja, quatro anos após a reconquista cristã de Beja em 1162. A estela prova a sobrevivência de população muçulmana na cidade sob domínio cristão.1
Significado
É um dos raros testemunhos epigráficos da Beja Muçulmana em período pós-reconquista, sugerindo a continuidade de comunidade moçárabe ou de mouros forros integrados na sociedade cristã recém-instalada.