Castelo de Beja — Mediatismo e Museus (Leonel Borrela, 2008)

Borrela, L. (2008, 22 de Fevereiro). Castelo de Beja — mediatismo e museus. Diário do Alentejo, n.º 1348. (Série Iconografia Pacense.)

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O artigo comenta o encerramento temporário do Castelo de Beja para obras de requalificação museológica, e lamenta o percurso do Museu Militar ali instalado.

Museu Militar

O Museu Militar, que funcionava nos paços medievais da alcáçova, foi desfeito há ~20 anos (c. 1988) para a autarquia receber, com “pompa e circunstância”, o Presidente da República dr. Mário Soares. O acervo ficou sem casa, guardado em vários locais — chegou a estar na ermida de Sto. André, onde “amigos do alheio” o visitaram de forma irreparável (furto). Borrela propõe a sua reorganização nos paços medievais da alcáçova (intervencionados pela então DGEMN nos anos 1940-1950).

Torre de Menagem — caracterização

Cinco razões que tornam a Torre de Menagem de Beja o monumento mais mediático de Beja:

  1. Altura de 40 m
  2. Autenticidade medieval da segunda metade do século XIV, provavelmente do reinado de D. Fernando (c. 1367-1383)
  3. Arquitectura e engenharia gótico-mudéjar singulares
  4. História que remonta à Idade do Bronze (3.º ao 2.º milénio a.C.) — necrópoles na colina
  5. Excepcional posição de observação — o terraço permite ver os confins do Distrito de Beja, parte do de Évora e a raia espanhola

Borrela sugere instalar dois telescópios no terraço e uma placa de cerâmica com a planta simplificada do distrito para ajudar os visitantes a identificar localidades.

Abel Viana e a alcáçova

Abel Viana contribuiu para que não se perdessem elementos arquitectónicos provenientes de outros edifícios da cidade: remontou-os previamente no pátio do Museu Regional, donde depois foram integrados nos espaços da alcáçova.

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