Heráldica Pacense I — Introdução (Leonel Borrela)

Primeiro artigo da subsérie Heráldica Pacense de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 18 de Setembro de 1998) — texto programático que abre o estudo da “ciência do brasão” aplicada ao património de Beja.

Programa da série

  • Borrela propõe-se percorrer a heráldica dispersa pelos monumentos pacenses, estabelecendo comparações entre obras próximas ou distantes mandadas edificar pela mesma entidade — diferenças “só passíveis de entendimento através da heráldica, das empresas e da simbologia”.
  • A heráldica dá informação diversificada (arte, história, moral, religião), sobretudo da monarquia portuguesa ao Renascimento.
  • Distancia-se do uso nobiliárquico: interessa-lhe a heráldica “no sentido de valorizar a singularidade do património” e não de “enobrecer ainda mais quem já teve a sua mais-valia social”. Cita o heraldista Armando de Matos (Heráldica, Porto, 1941) sobre a “capilaridade social”, contrapondo o reparo “e os outros, a maioria!”.
  • Valor metodológico: a heráldica permite datar com segurança obras arquitectónicas (escudos de armas reais e da nobreza), em vez de as situar vagamente em “finais de Quatrocentos”.

O touro pacense e o brasão municipal

Borrela narra a lenda de Beja — “nos cornos do touro morreu a serpente”: as águias pairaram alto e convenceram os antigos bejenses do poder e nobreza do touro, ocultando-lhe o envenenamento a que o condenaram (em nome da paz e da justiça) ao lançá-lo à serpente. Touro e serpente morreram; resta o símbolo do touro.

Entidades mencionadas

Leonel Borrela · Heráldica Pacense · Brasão de Beja · Cabeças de Touro de Beja · Armando de Matos · Famílias Nobres de Beja

Documentos relacionados

Como citar

Referência (APA): Borrela, Leonel (1998-1999). Heráldica Pacense I — Introdução. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).

Tags

iconografia-pacense heraldica medieval beja