Heráldica Pacense
Estudo da heráldica (ciência do brasão) dispersa pelos monumentos de Beja — escudos de armas reais e da nobreza, empresas e simbologia —, objecto de uma subsérie de 15 artigos de Leonel Borrela na Iconografia Pacense (1998-2001).
Valor e método
- A heráldica permite datar com segurança obras arquitectónicas e revela relações entre obras da mesma encomenda1
- Borrela aborda-a “para valorizar a singularidade do património”, não para enobrecer linhagens1
A heráldica do Convento da Conceição (II-VI)
Armas e empresas da Infanta D. Beatriz (empresa em Y), de D. Fernando (empresa em “prumo”), de D. Manuel I (esfera armilar) e de D. João II (pelicano). Permitem datar as obras de 1491-1495.2
As armas reais (VII-XI)
Escudos régios espalhados pela cidade: de D. Dinis (1307, na Igreja de Santo Amaro), do Chafariz do Cano (1674) e de Filipe III (1639) — estes suportados por cabeças de touro.3
Tumulária e inventários (XII-XV)
Arcas de Estêvão Vasques, João Mendes, Rui Mendes Raposo e o inventário de Eugénio Tavares de Almeida (Brasões de Armas do Baixo Alentejo, 1965-67).4
Fontes (subsérie completa — 15 edições)
- Heráldica Pacense I — Introdução (Leonel Borrela) — o texto programático da subsérie
- Heráldica Pacense II-VI — A Heráldica do Convento da Conceição (Leonel Borrela) — a heráldica da Conceição
- Heráldica Pacense VII-XI — Armas Reais, Castelo e Chafariz do Cano (Leonel Borrela) — as armas reais
- Heráldica Pacense XII-XV — Tumulária Medieval e Inventários (Leonel Borrela) — tumulária medieval e inventários