Villae Romanas do Território Pacense
Rede de estabelecimentos rurais romanos no território da civitas de Pax Iulia (~2.500 km²).
Tipologia
- Villae: nas melhores terras agrícolas; pars urbana e pars rustica; espelho da riqueza do proprietário1
- Casais: solos menos aptos; actividades complementares (floresta, pastorícia, caça)1
- Pequenas instalações dispersas: subordinadas às villae1
Estabelecimentos identificados1 2
| Local | Notas |
|---|---|
| São Cucufate | Primeira villa sistematicamente escavada e publicada em Portugal |
| Villae de Pisões | Culto de Atégina (IRCP 287); escravo de Gaio Atílio Cordo (IRCP 290) |
| Monte da Cegonha | Vidigueira; escavada por Lopes/Alfenim (1994) |
| Represas | Inscrição honorífica de Lúcio Vero (IRCP 291) |
| Monte da Chaminé — Santa Vitória | Marco Júlio Avito (olisiponense), séc. I, IRCP 296 |
| Fonte dos Frades | Coscónio, séc. I (Alfenim, 1997) |
| Cidade das Rosas · Cidade dos Pilares · Apolinárias · Suratesta · Fonte Figueira | Outras villae inventariadas (Lopes, 2007) |
Hierarquia dos estabelecimentos rurais
- Villae — topo da hierarquia; conforto (estuques, mármores, mosaicos, importados); melhores solos2
- Casais — exploração familiar; solos médios/fracos; actividades complementares; alguns até 0,3 ha2
- Pequenos sítios — apoio às villae; armazenamento, estábulos, moinhos; taipa e colmo; 100–600 m²; sem residência permanente2
Conclusões
- Inexistência de latifúndios da ordem dos 1800 ha (contra Gorges, 1979)1
- Estrutura hierárquica articulada com a qualidade dos solos1
- Morfologia agrária (parcelários) — ainda por estudar sistematicamente1
Fontes
- A Cidade Romana de Beja (M. Conceição Lopes) — cap. 6
- A Civitas de Pax Iulia (M. Conceição Lopes, 2007) — síntese da rede rural