Marcos Fontanários
Estrutura de transição entre os antigos poços/chafarizes e a canalização domiciliária generalizada. Distribuíam água pública paga nas ruas da cidade. Construídos e demolidos sem que nenhum reste.
Funcionamento
- Vendedoras com chaves dos marcos faziam a venda ao público
- 1928 — chave extra entregue aos Bombeiros1
- 1932 — venda por senhas; 5% de margem para vendedores1
- Preço em 1945: 4$00/m³
Localizações conhecidas
| Local | Notas |
|---|---|
| Terreirinho das Peças | — |
| Jardim das Alcaçarias | — |
| Santo Amaro | inaugurado 1927; demolido 1953 |
| Largo de Santa Catarina (jardim do Bacalhau) | em funcionamento até pelo menos 1947 |
| Fonte Nova (junto ao Jardim dos Aliados / actual Estação de Correios) | — |
| Terreiro dos Valentes | demolido Mar 1947 |
| Santa Maria | demolido 1933 |
| Rua Alexandre Herculano | — |
| Traseiras dos Correios (nº 9) | — |
| Carmo | — |
| Pelame | — |
| Largo Duarte Pacheco | — |
Cronologia
- 1927 — inauguração do marco de Santo Amaro; novas canalizações1
- 11 Fev 1959 — encerramento de todos os marcos fontanários; água canalizada passa a ser norma obrigatória1
Extinção
Com o encerramento dos marcos em 1959, os aguadeiros que aí vendiam água ficaram sem meio de subsistência. A canalização domiciliária tornou-se obrigatória para todos os munícipes com rendimento colectável ≥ 100$00 (prazo: 60 dias).
Na memória popular
Um poema de Ana Maria Brália (publicado por Borrela em 2008) evoca os marcos d’água como “casinhas singelas… com uma torneira em cada lado”, lamentando que “foram todos destruídos” com a água encanada — ver Os Marcos d’Água (Leonel Borrela).
Fontes
- A História da Água de Beja (Marta Páscoa)
- Serviços Municipalizados de Beja
- Os Marcos d’Água (Leonel Borrela)
- AEM (Arquivo Histórico da EMAS)