Inquisição em Beja
A actuação inquisitorial em Beja encontra-se documentada através de processos de residentes, de diligências de oficiais eclesiásticos e de ordens de doutrinação obrigatória. Os casos estudados por José Pedro Paiva mostram a articulação entre a justiça episcopal e o Santo Ofício no século XVI.1
Processos e colaboração local
- 1569-1572: Gaspar Lopes, clérigo cristão-novo residente em Beja, foi denunciado perante a justiça episcopal em Novembro de 1569. O processo passou para a Inquisição em Fevereiro de 1570 e o autor regista a sua entrega ao braço secular em Dezembro de 1572. As acusações de sodomia e de práticas judaizantes pertencem ao processo, não constituindo por si prova dos actos imputados.1
- 18 de Maio de 1573: uma provisão de D. Henrique manda pagar vinte cruzados ao meirinho eclesiástico de Beja pelas diligências e prisões realizadas para o Santo Ofício.2
- 3 de Maio de 1575: um registo determina que Belchior Cota, vigário da Igreja de S. Tiago, e mestre Manuel Feo alternem na doutrinação dos cristãos-novos reconciliados de Beja. O vigário e o meirinho deviam impor a comparência. O livro apresenta também a variante Belchior Costa e não demonstra a identidade de Manuel Feo com o prior do Salvador Manuel Feio.3
Em Beringel, Paiva refere uma denúncia transmitida à Inquisição no contexto das visitas pastorais do arcebispo de Évora. O homem denunciado não é identificado e não se conhece, pela passagem citada, o resultado do caso.4
Fontes
Tags
Religião Sociedade Poder e administração Idade moderna
Notas
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Baluartes da Fé e da Disciplina (José Pedro Paiva, 2011), pp. 32-33, notas 61-64. ↩ ↩2
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Baluartes da Fé e da Disciplina (José Pedro Paiva, 2011), p. 172, nota 507. ↩
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Baluartes da Fé e da Disciplina (José Pedro Paiva, 2011), p. 173, nota 510, e pp. 291-292, nota 940. ↩
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Baluartes da Fé e da Disciplina (José Pedro Paiva, 2011), p. 339, nota 1112. ↩