Demolições do Séc. XIX em Beja
A grande campanha de demolições do último quartel do século XIX (a partir da década de 1860, durante ~50 anos) — uma ruptura urbanística sem paralelo conhecido noutras cidades portuguesas, que arrasou grande parte do património medieval de Beja “por imposição de uma mentalidade racionalista, liberal e higienista”.
Protagonista
Visconde da Ribeira Brava — madeirense, brevemente Governador Civil de Beja, republicano, encabeçou a campanha. Tudo o que recordasse “o mundo extinto” era tido por “feio, reacionário”.1
Edifícios demolidos (lista incompleta)
- Porta de Mértola — 1863(?)1
- Paço dos Infantes — 18951
- Casa dos Corvos — 18971
- Convento da Conceição (a maior parte) → o que restou alberga o Museu Rainha D. Leonor1
- Convento da Esperança
- Igreja de S. João — 19131
Balanço e reacção (Borrela)
Leonel Borrela sintetiza: em pouco mais de meio século Beja perdeu 26 dos 45 monumentos que possuía.1 A reacção institucional veio com a postura municipal de 21 de Agosto de 1942, que classificou de interesse municipal o património do concelho. Ver O Portal Tardo-Gótico da Rua do Esquível (Leonel Borrela).1
Fontes
- Roteiro de Beja (Câmara Municipal de Beja, 2018)
- Os Espaços Abertos no Sistema Urbano de Beja (Ana Velhinho)
Tags
patrimonio urbanismo seculo-xix