Fortins do Rio Guadiana
Conjunto de seis fortins de planta em forma de barco na margem direita do Rio Guadiana, identificados por Leonel Borrela em 1996 como fazendo parte da linha defensiva da Guerra da Restauração (1640–1668). A orientação da “proa” para montante permitia cortar e resistir à corrente e obrigar embarcações inimigas a deter-se sob fogo.1
Em Maio de 1998, Borrela organizou para o Regimento de Infantaria 3 de Beja uma exposição sobre “Beja seiscentista, os fortins do Guadiana na Restauração de Portugal e Mariana Alcoforado”, que despertou amplo interesse no meio militar.2
Em 2000, o coronel Adelino Matos Coelho identificou um sétimo edifício a c. 1 km para montante da Ribeira de Terges — mas a análise estrutural sugere que se trata de um pisão (moinho de lã) e não de um fortim: ausência do ressalto interior para adarve, aberturas quadrangulares para roda hidráulica, represa associada. A reutilização de um fortim como pisão é considerada improvável por Borrela.2
Fontes
- Fortins do Rio Guadiana (Leonel Borrela, 1996)
- Os Fortins do Rio Guadiana e a sua Classificação (Leonel Borrela)
- Mais um Fortim no Rio Guadiana (Leonel Borrela, 2000)
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militar restauração rio-guadiana