Morreu o historiador Florival Baiôa (Teixeira Correia, 2024)

Notícia biográfica publicada pelo Jornal de Notícias no dia da morte de Florival Baiôa Monteiro. O texto reúne dados sobre a sua formação, oposição à ditadura, exílio, carreira docente e intervenção cultural e cívica em Beja. Inclui memórias anteriormente relatadas pelo próprio ao jornalista.

Percurso biográfico

  • Nasceu em Beja em 1951 e morreu na madrugada de 13 de Fevereiro de 2024, aos 73 anos, depois de doença prolongada.
  • Licenciou-se e doutorou-se em História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
  • Foi expulso do Instituto Comercial de Lisboa durante a crise académica de 1969.
  • Mobilizado para Angola em 1973, desertou do Exército e viveu cerca de dois anos em Bruxelas como refugiado político reconhecido pelas Nações Unidas.
  • Regressou a Portugal em 11 de Março de 1975.

Ensino, património e cidadania

  • Exerceu a docência durante 36 anos em escolas de Beja e no Instituto Politécnico, ensinando História, Antropologia Cultural e Organização Política.
  • Criou clubes de jornalismo nas escolas D. Manuel I e Santa Maria.
  • Participou, com Cláudio Torres e A. Borges Coelho, na criação do Centro de Apoio da História.
  • Fundou e presidiu à adpBEJA, que recuperou tradições como as Maias, concursos de cantares alentejanos e mostras de doçaria tradicional e conventual.
  • Foi o principal rosto do movimento Beja Merece+, lançado em 2010 contra o desinvestimento público na região.
  • Recebeu em 2019 a Medalha de Mérito Artístico e Cultural do Município de Beja.

Natureza da fonte

É uma notícia de homenagem publicada no momento da morte. Tem valor biográfico por identificar factos, datas e instituições e por incorporar recordações do próprio Florival Baiôa, mas não substitui uma biografia crítica ou documentação administrativa para o estudo detalhado de cada episódio.

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Como citar

Referência (APA): Correia, T. (2024, 13 de Fevereiro). Morreu o historiador Florival Baiôa. Jornal de Notícias.

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Associativismo Cultura Idade contemporânea Património