Os Fortins do Rio Guadiana (Leonel Borrela)
Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 2007) sobre os fortins da margem direita do Guadiana e a necessidade da sua classificação patrimonial — tema que Borrela divulga desde 1996.
O sistema defensivo
- Os fortins distam de Beja ~20 km e posicionam-se entre dois sistemas de moinhos, vigiando os vaus de ligação das duas margens;
- Sistema “deveras engenhoso”: com fortes isolados de reduzidas dimensões, garante a defesa dos vaus e dos moinhos com economia de meios — obra estratégica da Guerra da Restauração (1640-68);
- Contexto: Beja já extravasava os muros medievais (quase indefensáveis); a queda de Serpa e Moura e as investidas do conde de Niebla sobre Mértola motivaram os concelhos da margem direita (Vidigueira, Beja, Mértola) a esta solução. A fortificação abaluartada de Beja (projecto de Nicolau de Langres) consumiu o “real d’água” e as provisões da região.
A campanha de Borrela
Desde 1996, através do DA, da Agenda Cultural, de exposições de arte e documentais, Borrela sensibilizou civis e militares do Regimento de Infantaria 3 de Beja/Évora. Com o RI3 organizou exposições sobre Beja seiscentista (11 Maio 1998; 11 Maio 2000, sob o comando do Coronel Adelino de Matos Coelho), com a monografia Fortificação Militar no Rio Guadiana.
Entidades mencionadas
Leonel Borrela · Fortins do Rio Guadiana · Beja na Guerra da Restauração · Nicolau de Langres · Regimento de Infantaria 3 · Mariana Alcoforado · Lettres Portugaises
Documentos relacionados
- Iconografia Pacense — Índice das Edições (Leonel Borrela)
- La Frontera del Alentejo durante la Guerra de Restauración (Ana Teresa de Sousa)
Como citar
Referência (APA): Borrela, Leonel (2007). Os Fortins do Rio Guadiana. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).