A Igreja de S. Tiago Maior — Sé Catedral (Leonel Borrela)
Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 1995) sobre a Igreja de S. Tiago, adaptada a Sé Catedral de Beja.
Arquitectura
- Adaptada a Sé Catedral em 1932; sagrada só em 1946;
- Fachada neoclássica; planta basilical de cinco tramos entre colunas dóricas, abóbadas nervuradas, capelas laterais — gosto maneirista do período filipino;
- 19 vitrais modernos (Apóstolos, Cristo, Virgem); quatro esculturas em mármore de Carrara de santos jesuíticos (séc. XVII, de Lisboa); cerca de 11.000 azulejos do séc. XVIII vindos do Convento das Mónicas (Lisboa); talha dourada, mármores policromos e pinturas (algumas do tenebrismo espanhol, séc. XVII).
O “Bispo-Soldado”
De 1930 a 1940, por influência do bispo D. José do Patrocínio Dias (o “Bispo-Soldado”, † 1965), a futura catedral recebeu um espólio importantíssimo do Convento das Mónicas e da Igreja dos Jesuítas de Arroios (o retábulo de mármores da Capela do Santíssimo) — ao contrário do séc. XIX, em que “os próprios nacionais” levaram daqui o património. Ilustra-se com um desenho de A. F. Paula Graça (2.ª metade do séc. XIX).
Entidades mencionadas
Leonel Borrela · Igreja de S. Tiago · Sé Catedral · D. José do Patrocínio Dias · Francisco da Paula Graça · Bispado de Beja
Documentos relacionados
- Iconografia Pacense — Índice das Edições (Leonel Borrela)
Como citar
Referência (APA): Borrela, Leonel (1995). Igreja de S. Tiago Maior. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).