O Palácio dos Infantes (Leonel Borrela)
Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 1997) sobre o Palácio dos Infantes (Paço Ducal), demolido no séc. XIX.
O palácio e a sua demolição
- A sua fachada mostrava a sucessão de estilos do séc. XV a meados do XVI; demolido, o largo resultante (Largo dos Duques de Beja) deu lugar ao mercado público (também de efémera existência, ~60 anos);
- Restou uma rara janela geminada de duplo arco de ferradura (mudéjar), em mármore de Trigaches, semelhante à do Solar de Água de Peixes (Alvito). Foi colocada (há 100 anos) atrás de uma platibanda que sobrepuja o falso nártex da igreja conventual da Conceição (hoje entrada do Museu).
O passadiço
Subsiste no Museu a grelhagem ornamental de terracota (quatrocentista) do passadiço do Palácio dos Infantes: um túnel sobre a Rua dos Infantes ligava o palácio ao coro alto da igreja (desenho de Rosa Junior); outro, mais largo, do séc. XVII (aquando do aforamento do palácio pelas freiras da Conceição). Os artistas muçulmanos foram exímios neste material cerâmico.
Entidades mencionadas
Leonel Borrela · Paço dos Infantes · Largo dos Duques de Beja · Mercado Municipal de Beja · Arquitectura Mudéjar de Beja · Convento da Conceição · Museu Rainha D. Leonor · Rosa Junior · Rua dos Infantes
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Como citar
Referência (APA): Borrela, Leonel (1997). O Palácio dos Infantes. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).