O Altar Portátil do Museu Regional de Beja (Leonel Borrela)

Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 12 de Janeiro de 2007) que divulga, inédito, o altar portátil do Museu Regional — sem referências bibliográficas nem fontes conhecidas.

A descoberta acidental (1984)

  • Em Março de 1984, durante o inventário da ourivesaria (arte sacra em prata) para o IPPAR, Borrela reparou que uma suposta “almofada de seda bordada a ouro”, guardada numa caixa de prata dita de toalhas, era estranhamente pesada;
  • No interior da almofada encontrou um saco de linho bordado a seda e laminado de prata, protegendo um altar portátil de concepção singular;
  • A caixa de prata (estilisticamente posterior ao altar) está hoje exposta numa vitrina do Museu, no interior da pseudo-mesa do altar de S. Bento (igreja conventual da Conceição).

Contexto e datação

  • O altar portátil permitia, com autorização episcopal ou papal, a comunhão eucarística em qualquer lugar (campo, mar, territórios de além-mar) e junto de enfermos acamados — o Alentejo e o Algarve foram “terra de Missão” no início da monarquia;
  • Borrela propõe uma datação no final do séc. XV / início do XVI (comparando com o altar portátil do Lorvão, 1514).

Entidades mencionadas

Leonel Borrela · Altar Portátil do Museu Regional de Beja · Museu Rainha D. Leonor · Convento da Conceição

Documentos relacionados

  • Iconografia Pacense — Índice das Edições (Leonel Borrela)

Como citar

Referência (APA): Borrela, Leonel (2007). O Altar Portátil do Museu Regional de Beja. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).

Tags

iconografia-pacense arte religiao idade-moderna beja