Água e Luz em Beja no Início do Século XX (Leonel Borrela)
Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 2009) sobre as condições de abastecimento de água e iluminação em Beja no início do séc. XX — com paralelos críticos à interioridade do seu próprio tempo.
Portugal “às escuras”
- Evocando Portugal Contemporâneo de Oliveira Martins, descreve um país insalubre e a viver às escuras: a iluminação das vilas e cidades fazia-se a gás e a petróleo, a água trazia-se de fontenários, cisternas e poços (bilhas compradas à porta de casa), os esgotos eram em grande parte a céu aberto;
- O Boletim Municipal de Beja (1922) regista a crise nacional e a vontade do município de fazer justiça social, queixando-se de que “com o Estado pouco se pode contar”, pois o Parlamento cerceava as receitas municipais impondo-lhes despesas;
- Borrela cruza com dados do Correio da Manhã (2008) sobre famílias portuguesas ainda sem esgotos, electricidade ou água canalizada — “o preço da interioridade”.
Liga-se ao tema do Abastecimento de Água e dos Marcos Fontanários de Beja.
Entidades mencionadas
Leonel Borrela · Abastecimento de Água · Marcos Fontanários · Serviços Municipalizados de Beja
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- Iconografia Pacense — Índice das Edições (Leonel Borrela)
- A História da Água de Beja (Marta Páscoa)
Como citar
Referência (APA): Borrela, Leonel (2009). Água e Luz em Beja no Início do Século XX. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).