Cunhagem de Moeda em Beja
Rua da Moeda
Beja possuía, junto à praça, uma Rua da Moeda — topónimo que sugere actividade de cunhagem ou carimbagem. O numismático Teixeira de Aragão (Descrição Geral das Moedas, séc. XIX) referia a existência desta rua mas não reconhecia uma casa da moeda em funcionamento pleno, admitindo apenas que aí se teriam carimbado moedas de prata ao abrigo do Regimento de Fevereiro de 1642. Mencionava também a tradição (sem fundamento documental identificado) de que na Rua da Moeda tinham sido cunhados espadins de ouro de D. João II.1
Concessão a Ruy Lopes (D. João III, c. 1524)
Em c. 1524, D. João III concedeu a Ruy Lopes (vedor da casa real), do seu conselho e vedor da casa real, autorização para:
- explorar minas de azougue e cobre no termo de Beja;
- cunhar ceitis de cobre (a menor denominação da moeda portuguesa) numa casa a construir dentro das muralhas da cidade.
Os oficiais seriam equiparados aos da Casa da Moeda de Lisboa; à morte do concessionário, a casa e equipamento reverteriam para a Coroa. Um segundo diploma passado dois dias depois regulamentava a exploração da mina de azougue.1
Não se conhecem exemplares de ceitis identificados como cunhados em Beja, ficando em aberto se a concessão foi executada.