Culto Imperial em Pax Iulia
Conjunto de práticas religiosas e políticas que ligavam a comunidade de Pax Iulia ao imperador e à família imperial. O culto era exercido por sacerdotes locais e integrava a carreira pública das elites municipais.
O flâmine de Tibério
A inscrição CIL II 49, provavelmente datada do reinado de Tibério, identifica Marco Aurélio como duúnviro, flâmine do imperador e prefeito dos artífices.1
O flaminato surgia depois do exercício de magistraturas municipais e podia culminar a carreira local. A prefeitura dos artífices podia funcionar como passagem para responsabilidades de nível equestre e para funções fora da cidade.
No panorama conhecido pelos autores em 2014, não parecia existir outro flâmine municipal expressamente dedicado a Tibério na Península Ibérica. O testemunho é especialmente significativo porque o imperador evitava a criação de templos e sacerdócios em sua honra. A escolha de Pax Iulia revela a lealdade política e a capacidade de afirmação da elite da colónia.
Espaço monumental
O monumento terá sido erguido num espaço solene do fórum, embora tenha perdido o contexto arqueológico original. A epigrafia confirma assim a presença do culto imperial na vida cívica, sem permitir identificar com segurança o edifício ou o ponto exacto onde a homenagem esteve exposta.