Beja na Crise de 1383-85

O papel de Beja na crise dinástica de 1383-85, que opôs o partido de Castela (a rainha D. Leonor Teles, regente da filha D. Beatriz, casada com o rei de Castela) ao partido da independência, liderado pelo Mestre de Avis (futuro D. João I).

Em 1384, o castelo de Beja era do alcaide Gonçalo Vasques de Melo, “voz pela Rainha”. Mas o povo de Beja amotinou-se a favor do Mestre de Avis - liderado pelo escudeiro Gonçalo Nunes de Alvelos -, tomou o castelo à força (queimando-lhe as portas) e capturou o almirante castelhano Lançarote Pessanha, que veio a ser morto na cidade. É um caso paradigmático da “arraia miúda” que Fernão Lopes celebra na Crónica de D. João I.

Beja alinhou-se assim com a causa que fundaria a Dinastia de Avis - a mesma a que mais tarde se ligaria o Ducado de Beja.

Fontes

Tags

Acontecimento Poder e administração Medieval

Notas

  1. A Tomada do Castelo de Beja em 1384 (Fernão Lopes, Crónica de D. João I)