O Calvário das Pedras Negras em Beringel (Leonel Borrela)

Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 2006) sobre os calvários do Baixo Alentejo, a propósito do Calvário das Pedras Negras de Beringel — e a memória do Calvário de Beja, desaparecido.

Os calvários do Baixo Alentejo

  • Abel Viana (Arquivo de Beja, 1945) destaca a “feição puramente alentejana” destes monumentos, que evocam os sepulcros de família tardo-romanos peninsulares;
  • Identificam-se quatro na área de Beja: o de Beja (o maior, demolido em 1921 por causa do lixo acumulado), e os de Serpa, Beringel e Ferreira do Alentejo (este o mais próximo da tipologia bejense: cilíndrico, abóbada semiesférica com lanternim);
  • Datam provavelmente do séc. XVII (Contra-Reforma), em sintonia com as reformas das igrejas de N.ª Sra. do Pé da Cruz, Prazeres, S. Sebastião e Salvador.

O de Beringel

O Calvário das Pedras Negras (ou capela de Santa Maria Madalena), na rua da Madalena (perto do cemitério da antiga vila e da Igreja da Conceição de Beringel), tem o portal virado a nascente. Túlio Espanca relaciona a fundação com o culto da Ordem Terceira de S. Francisco e descreve-o: tambor de planta circular cravejado de pedras graníticas irregulares (simbolizando o caminho do Gólgota), rematado por falsa cúpula e torrela quadrilobada.

Entidades mencionadas

Leonel Borrela · Calvário das Pedras Negras de Beringel · Capela do Calvário · Abel Viana · Túlio Espanca

Documentos relacionados

Como citar

Referência (APA): Borrela, Leonel (2006). O Calvário das Pedras Negras em Beringel. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).

Tags

iconografia-pacense religiao arquitectura idade-moderna