Beja Monumental e À Conta da Torrente (Leonel Borrela, 1998)

Beja monumental (27 Mar 1998)

Síntese histórica de Beja desde a pré-história ao século XIX:

  • Pré-história: muitos achados arqueológicos da Idade do Bronze na área; ainda mais expressivos os da Idade do Ferro com escrita epigrafada ainda por decifrar.
  • Romano: Pax Julia — sede de um dos principais conventus jurídicos da Lusitânia; muralha de quase 2000 m de perímetro; edifícios grandiosos; riqueza mineira e agropecuária.
  • Visigótico: bispado de Beja mantido — espólio dos sécs. VI–VIII exposto na Basílica de Santo Amaro revela supremacia de Pax sobre outras cidades do sul.
  • Islâmico: início do séc. VIII — muda de dono, perde bispado. Al-Mu’tamid — poeta; “Baja” conhecida como pátria de gente letrada.
  • 1234: integração definitiva em território português. Segundo autores da época: “um monte de ruínas”. Reduzida a vila, sem bispo, sufragânea de Évora.
  • Séc. XVI: elevada de novo a cidade. Séc. XVIII (final): bispado restaurado (continua sufragâneo de Évora).
  • Séc. XIX: invasões francesas + guerras liberais + demolições extensas. Palácios, portas romanas e medievais, conventos arrasados para praças, jardins e ruas mais largas — “hecatombe actualmente lamentada”.

Ilustração: melhor reprodução de vista de Beja (sem indicação de data).

À conta da torrente (6 Fev 1998)

Artigo de cariz reflexivo sobre os rios e o Guadiana. Tema central: a destruição da qualidade das águas ao longo do século XX. Ilustração: Pulo do Lobo visto do Pego dos Sóveis. Termina com a esperança na Barragem de Alqueva (então em construção).

Sem conteúdo novo sobre monumentos de Beja.

Entidades Mencionadas

Pax Iulia — Roma em Beja · Al-Mu’tamid · Basílica de Santo Amaro · Barragem de Alqueva

Fontes

Borrela, L. (1998, Fevereiro 6). À conta da torrente. Diário do Alentejo — Iconografia Pacense. Borrela, L. (1998, Março 27). Beja monumental. Diário do Alentejo — Iconografia Pacense.