A Sociedade do Espeto (Leonel Borrela)

Artigo de Leonel Borrela (Diário do Alentejo, 2006) sobre a Sociedade do Espeto, sociedade gastronómica e de convívio da elite masculina bejense (finais do séc. XIX — primeiras décadas do séc. XX).

A fonte

Baseia-se no livrinho Espéto de Ernesto de Carvalho (lavrador do concelho de Beja), edição de autor (Tipografia Universal, Lisboa, 1914, 222 pp.) — “uma sociedade de ceias e piqueniques”. Inclui fotografias dos comensais e caricaturas de Aguiar Basto, António e Luís de Mira Feyo, J. Brito Júnior e M. Palma.

A sociedade

  • “Beja foi sempre uma terra aonde se soube comer” — banquetes copiosos, comparados aos de Vatel (cozinheiro de Condé); deuses de eleição: Baco, Abundância e Minerva;
  • Cerca de cinco dezenas de membros (só homens): Brito Godins, Cunha Barradas, Netto Dória, Cunha Rivara, Aresta Branco (deputado, republicano), Castro e Brito, e muitos outros;
  • Todos os anos, pelo Carnaval, um membro convidava os outros para um repasto no seu monte ou casa, com champanhe (“Moët et Chandon”, “Viúva Cliquot”), açorda, e doces conventuais (trouxas de ovos) — “a perdição de quem visitava Beja”;
  • Regra: não falar de política (com excepções a favor da República, por causa do estimado Dr. Aresta Branco).

Entidades mencionadas

Leonel Borrela · Sociedade do Espeto · Ernesto de Carvalho · Tradições Pacenses

Documentos relacionados

  • Iconografia Pacense — Índice das Edições (Leonel Borrela)

Como citar

Referência (APA): Borrela, Leonel (2006). A Sociedade do Espeto. Diário do Alentejo (Iconografia Pacense).

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